O que acontece quando morremos?
A aguardar revisão teológica
O que vais compreender hoje
O que os cristãos esperam depois da morte: o juízo, a purificação, o céu, o inferno e a ressurreição do corpo.
Em palavras simples
A esperança cristã assenta num facto: Cristo ressuscitou. Porque Ele vive, a morte não é o fim. Na morte, a alma encontra-se com Deus e a vida da pessoa é vista à luz de Cristo.
Quem morre na amizade de Deus entra no céu — comunhão de vida e de amor com a Trindade, com Maria, os anjos e todos os santos. Quem morre na sua amizade mas ainda imperfeitamente purificado é primeiro purificado; a Igreja chama-lhe purgatório. O inferno é o estado de autoexclusão definitiva de Deus, para quem recusa livremente o seu amor até ao fim.
No fim dos tempos Cristo voltará, os mortos ressuscitarão e Deus fará novas todas as coisas. Os cristãos não esperam fugir do corpo, mas a ressurreição do corpo, glorificado como o de Cristo.
Passagem-chave da Bíblia
Jesus a Marta, antes de ressuscitar Lázaro: o coração da esperança cristã.
25Disse-lhe Jesus: Eu sou a resurreição, e a vida: o que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá:
João 11, 25 · Bíblia Sagrada, trad. P.e António Pereira de Figueiredo (edição de 1866)
Juízo
A nossa vida vista à luz de Cristo
Purificação
O purgatório, para quem ainda está a ser curado
Céu
A comunhão com Deus para sempre
Ressurreição
O corpo ressuscitado, todas as coisas novas
Para ir mais fundo
O Catecismo fala de um juízo particular no momento da morte, e do Juízo Final quando Cristo voltar, em que se revelará o sentido de toda a história. O juízo não é um julgamento feito por um estranho, mas o encontro com Aquele que nos amou.
O purgatório não é uma segunda oportunidade nem um inferno menor. É a purificação final de quem já está salvo, para poder entrar na alegria do céu; a Igreja reza e oferece a Missa por eles.
A Escritura descreve o céu com imagens — um banquete de bodas, uma cidade de luz, uma casa com muitas moradas. Nenhuma imagem chega: é ver Deus face a face, e estar plenamente vivo.
Perguntas que as pessoas fazem
Vamos reconhecer os nossos no céu?
Os cristãos sempre o esperaram. O céu é uma comunhão de pessoas, e Jesus ressuscitado foi reconhecido pelos amigos; o amor não é apagado, é levado à plenitude.
E quem nunca conheceu Cristo?
A Igreja ensina que quem, sem culpa sua, não conhece o Evangelho mas procura Deus sinceramente e tenta fazer a sua vontade pode salvar-se, por caminhos que Deus conhece.
O purgatório está na Bíblia?
A palavra não está, mas a Igreja vê-o refletido na oração pelos mortos (2 Macabeus 12, 46) e na imagem de Paulo de ser salvo como que através do fogo (1 Coríntios 3, 15); foi definido nos Concílios de Florença e de Trento.
Ler mais na Bíblia
- 1 Coríntios 15, 12–22 — Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé
- 1 Tessalonicenses 4, 12–17 — Para que não vos entristeçais como os que não têm esperança
- Apocalipse 21, 1–5 — Eis que faço novas todas as coisas
Sabias que…
Os cristãos rezam pelos mortos desde os primeiros séculos. A comemoração dos Fiéis Defuntos a 2 de novembro espalhou-se a partir da abadia de Cluny, onde o abade Odilão a introduziu por volta do ano 998.
CIC 1032 Odilão de Cluny e o Dia dos Fiéis Defuntos (c. 998)(a aguardar verificação)Um equívoco comum
O inferno é Deus a castigar quem não ama.
Na verdade
A Igreja ensina que Deus não predestina ninguém ao inferno e quer que todos se salvem. O inferno é a consequência de uma recusa livre e definitiva do seu amor; por isso a Igreja reza por todos.
Uma pergunta para levares contigo
Quem esperas voltar a ver? O que muda a Ressurreição na forma como olhas para a morte?
Uma pequena coisa para hoje
Reza hoje por alguém que morreu, pelo nome.
Explorar a seguir
FontesVer fontes ▾
- Catecismo
- Contexto histórico
Odilão de Cluny e o Dia dos Fiéis Defuntos (c. 998)a aguardar verificação