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Porque fazem os católicos peregrinações?

6 min

A aguardar revisão teológica

A resposta simples

Uma peregrinação é uma viagem a um lugar santo feita para rezar: Jerusalém, Roma, Santiago de Compostela, Fátima, Lourdes ou um pequeno santuário perto de casa. Os peregrinos vão muitas vezes a pé, às vezes durante dias. O caminho faz parte da oração: o cansaço, o silêncio, as pessoas que se encontram e a chegada tornam-se uma maneira de levar a vida a Deus. A peregrinação é também uma imagem de toda a vida cristã, que a Escritura descreve como um caminho para a nossa verdadeira casa.

Na Bíblia

Escritura

Abraão deixa a sua terra e a casa do pai para ir para onde Deus lhe mostrar. A sua viagem de fé é o modelo de todas as peregrinações.

Génesis 12, 1–4
Escritura

Três vezes por ano, o povo de Israel subia ao lugar escolhido pelo Senhor, para as grandes festas.

Deuteronómio 16, 16
Escritura

Os salmos das subidas cantavam-se a caminho de Jerusalém; um deles começa com a alegria de ir para a casa do Senhor.

Salmos 121, 1–2
Escritura

Aos doze anos, Jesus sobe a Jerusalém com Maria e José para a Páscoa, como faziam todos os anos.

Lucas 2, 41–42
Escritura

No caminho de Emaús, Jesus ressuscitado caminha com dois discípulos sem ser reconhecido, e eles reconhecem-no ao partir do pão.

Lucas 24, 13–35
Escritura

A Carta aos Hebreus chama aos crentes estrangeiros e peregrinos sobre a terra, que não têm aqui cidade permanente.

Hebreus 11, 13 · Hebreus 13, 14

De onde vem

Contexto histórico

No século IV, Helena, mãe do imperador Constantino, viajou até à Terra Santa, e construíram-se igrejas nos lugares do nascimento, da morte e da ressurreição de Jesus.

Fonte cristã antiga

Por volta de 381 a 384, uma mulher chamada Egéria escreveu o diário da sua peregrinação à Terra Santa, descrevendo a liturgia que viu em Jerusalém.

Itinerário de Egéria (fim do séc. IV; localização a aguardar verificação)(a aguardar verificação)
Tradição

A partir do século IX, os peregrinos caminharam até Santiago de Compostela, onde a tradição situa o túmulo do apóstolo Tiago. Os historiadores debatem como começou essa tradição.

Contexto histórico

Em 1300, o Papa Bonifácio VIII proclamou o primeiro Ano Santo, e chegaram a Roma peregrinos de toda a Europa. Os Anos Santos continuam a celebrar-se, normalmente de 25 em 25 anos.

Revelação privada

Fátima tornou-se lugar de peregrinação depois das aparições de 1917. O bispo de Leiria declarou-as dignas de crédito em 1930. Como toda a revelação privada, os católicos não são obrigados a acreditar nelas; nada acrescentam ao Evangelho.

Bispo de Leiria, carta pastoral de 13 de outubro de 1930 (a aguardar verificação)(a aguardar verificação)

O que a Igreja ensina

Ensino da Igreja

A Igreja chama-se a si mesma povo peregrino: a caminho, neste mundo, para a plenitude do Reino.

Lumen Gentium, 48(a aguardar verificação)
Ensino da Igreja

As peregrinações recordam a nossa caminhada na terra para o céu e são tradicionalmente tempos fortes de renovação da oração.

CIC 2691 (número a aguardar verificação)(a aguardar verificação)
Catecismo

As peregrinações estão entre as formas de piedade popular que a Igreja valoriza quando levam a Cristo e aos sacramentos.

CIC 1674
Ensino da Igreja

Um santuário é uma igreja ou lugar sagrado aonde os fiéis vão em peregrinação, com a aprovação do bispo do lugar.

Código de Direito Canónico, cân. 1230(a aguardar verificação)

Um equívoco comum

Num santuário Deus ouve-nos melhor, e caminhar o suficiente garante um milagre.

Na verdade

Deus ouve-nos em toda a parte. A peregrinação não compra nada; ajuda a sair da rotina, a rezar com o corpo e a voltar mudado. Muitos santuários são também lugares onde as pessoas se confessam.

Porque importa hoje

Não é preciso caminhar centenas de quilómetros. Uma peregrinação pode ser de um dia: a pé até uma capela próxima, rezada em silêncio, terminando com a Missa ou a confissão. Se caminhares pela estrada, como muitos peregrinos de Fátima, vai em grupo, usa um colete refletor e cuida do corpo.

Passagens bíblicas

Génesis 12, 1–4 · Deuteronómio 16, 16 · Salmos 121, 1–2 · Lucas 2, 41–42 · Lucas 24, 13–35 · Hebreus 11, 13 · Hebreus 13, 14

Catecismo

CIC 1674 ↗

Pessoas e santos

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FontesVer fontes ▾
Catecismo

CIC 1674 ↗

Ensino da Igreja

Lumen Gentium, 48 ↗a aguardar verificação

CIC 2691 (número a aguardar verificação)a aguardar verificação

Código de Direito Canónico, cân. 1230 ↗a aguardar verificação

Fonte cristã antiga

Itinerário de Egéria (fim do séc. IV; localização a aguardar verificação)a aguardar verificação

Revelação privada

Bispo de Leiria, carta pastoral de 13 de outubro de 1930 (a aguardar verificação)a aguardar verificação