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Porque têm os católicos estátuas e imagens sagradas?

6 min

A aguardar revisão teológica

A resposta simples

As igrejas e as casas católicas têm crucifixos, estátuas, pinturas e ícones de Jesus, de Maria e dos santos. Não são adorados: os católicos adoram só a Deus. As imagens funcionam como fotografias de família: lembram-nos pessoas que amamos, ajudam-nos a rezar e ensinam a fé a quem não sabe ler. Os cristãos acreditam que em Jesus o Deus invisível se tornou visível, com um rosto verdadeiro. Por isso os cristãos podem representá-lo, a ele e às pessoas que o seguiram.

Na Bíblia

Escritura

O mandamento proíbe fazer ídolos para se prostrar diante deles e os servir como deuses.

Êxodo 20, 4–5
Escritura

No entanto, o próprio Deus manda fazer imagens para o culto: dois querubins de ouro sobre a Arca da Aliança, e querubins, palmeiras e flores esculpidos no Templo de Salomão.

Êxodo 25, 18–20 · 1 Reis 6, 23–29
Escritura

Deus manda Moisés fazer uma serpente de bronze; quem olha para ela fica curado. Mais tarde, Jesus compara-a a si mesmo, elevado na Cruz.

Números 21, 8–9 · João 3, 14–15
Escritura

Séculos depois, quando o povo começou a queimar incenso diante dessa serpente de bronze, o rei Ezequias despedaçou-a. A imagem era boa; adorá-la não era.

2 Reis 18, 4
Escritura

Paulo chama a Cristo imagem do Deus invisível, e Jesus diz a Filipe: quem me vê, vê o Pai.

Colossenses 1, 15 · João 14, 9

De onde vem

Contexto histórico

A partir do século III, os cristãos pintaram as paredes das catacumbas de Roma com Cristo Bom Pastor, Jonas, Daniel e a refeição eucarística. A casa-igreja de Dura-Europos, na Síria, também estava decorada com cenas dos Evangelhos antes do ano 256.

Tradição

Uma lenda diz que São Lucas pintou o primeiro ícone de Maria. É uma tradição, não um facto histórico, mas mostra como os primeiros cristãos valorizavam as imagens.

Ensino da Igreja

No século VIII, imperadores bizantinos mandaram destruir os ícones. O Segundo Concílio de Niceia (787) defendeu-os: a honra prestada a uma imagem passa para a pessoa que ela representa.

II Concílio de Niceia (imagens sagradas)
Ensino da Igreja

No século XVI, alguns reformadores retiraram as imagens das igrejas. O Concílio de Trento respondeu que as imagens são honradas não por terem algum poder, mas por causa de quem representam, e advertiu contra toda a superstição e abuso.

Concílio de Trento, Sessão XXV (santos, relíquias e imagens)

O que a Igreja ensina

Catecismo

A adoração é devida só a Deus; não pertence a nenhuma criatura.

CIC 2096–2097
Catecismo

A veneração cristã das imagens não contradiz o mandamento que proíbe os ídolos, porque a honra prestada a uma imagem passa para o seu modelo, e quem venera uma imagem venera a pessoa nela representada.

CIC 2132
Ensino da Igreja

Porque o Filho de Deus se fez homem e foi visto, pode ser representado: é este o fundamento da arte sacra cristã.

CIC 1159-1160 (números a aguardar verificação)(a aguardar verificação)
Catecismo

O uso das imagens pertence à piedade popular que a Igreja encoraja, desde que leve a Cristo.

CIC 1674

Um equívoco comum

Os católicos rezam a estátuas e adoram ídolos.

Na verdade

Os católicos rezam diante das imagens, não às imagens. Ninguém pensa que a madeira ou o gesso ouvem. Uma estátua está para a fé como uma fotografia da avó está para o amor: não a deitarias fora, mas sabes que não é ela.

Porque importa hoje

Muitas famílias têm em casa um pequeno canto de oração: um crucifixo, uma imagem de Nossa Senhora, uma vela e uma Bíblia. Olhar para um crucifixo durante um minuto, em silêncio, pode ser uma oração inteira.

Passagens bíblicas

Êxodo 20, 4–5 · Êxodo 25, 18–20 · 1 Reis 6, 23–29 · Números 21, 8–9 · João 3, 14–15 · 2 Reis 18, 4 · Colossenses 1, 15 · João 14, 9

Catecismo

CIC 2132; 2096–2097; 1674 ↗

Pessoas e santos

Explorar a seguir

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FontesVer fontes ▾
Ensino da Igreja

II Concílio de Niceia (imagens sagradas)

Concílio de Trento, Sessão XXV (santos, relíquias e imagens)

CIC 1159-1160 (números a aguardar verificação)a aguardar verificação