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O Fariseu e o Publicano

Dois homens rezam no Templo. Um enumera o que fez; o outro pede misericórdia — e volta para casa justificado.

Ler Lucas 18, 9–14 no leitor

Aguardando revisão teológica

Antes de ler

Com quem Jesus falava

Escritura

Lucas diz para quem é a parábola: “a huns, que confiavão em si mesmos, como se fossem justos, e desprezavão aos outros”.

Interpretação

Os dois defeitos andam juntos: confiar em si mesmo e olhar os outros de cima. A parábola não fala só dos fariseus de então; fala de quem quer que reze comparando-se.

Lucas 18, 9–14

Bíblia Sagrada, trad. P.e António Pereira de Figueiredo (edição de 1866) · Domínio público

Dois homens subiram a orar9E propoz tambem esta parábola a huns, que confiavão em si mesmos, como se fossem justos, e desprezavão aos outros. 10Subîrão dous homens ao templo a fazer oração: hum Fariseo, e outro publicano. 11O Fariseo posto em pé, orava lá no seu interior d'esta fórma: Graças te dou, meu Deos, porque não sou como os mais homens: que são huns ladrões, huns injustos, huns adulteros: como he tambem este publicano: 12jejuo duas vezes na semana: pago o dizimo de tudo o que tenho. 13O publicano pelo contrario posto lá de longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao ceo: mas batia nos peitos, dizendo: Meu Deos, sê propicio a mim peccador. Justificado14Digo-vos, que este voltou justificado para sua casa, e não o outro: porque todo o que se exalta, será humilhado: e todo o que se humilha, será exaltado.

Duas orações no Templo

O fariseu e o publicano

Orava lá no seu interior

O fariseu

Devoto, generoso nos jejuns e nos dízimos — e seguro do seu lugar diante de Deus.

  1. 18, 11 — Graças te dou, porque não sou como os mais homens
  2. 18, 12 — Jejuo duas vezes na semana

Interpretação

Começa por agradecer a Deus, mas quase todas as frases são sobre si mesmo, e precisa do publicano como contraste. Não pede nada a Deus.

Pense nisto

Quando você reza, alguma vez se compara com outra pessoa?

Sê propício a mim pecador

O publicano

Fica à distância, não se atreve a levantar os olhos, bate no peito e diz uma única frase.

  1. 18, 13 — Posto lá de longe… batia nos peitos
  2. 18, 14 — Este voltou justificado para sua casa

Ensinamento da Igreja

O Catecismo, ao falar da oração, diz que a humildade é o seu fundamento, e recorda que quem se humilha será exaltado (CIC 2559).

Tradição e devoção

As suas palavras ecoam na Oração de Jesus das Igrejas do Oriente — Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador — repetida devagar por cristãos há muitos séculos.

Pense nisto

Você conseguiria rezar hoje a oração dele, com as suas palavras?

O que os primeiros ouvintes teriam notado

Contexto

Quem eram os fariseus?

História e estudos

Os fariseus eram um movimento de leigos respeitado, dedicado a viver a Lei no dia a dia. A Lei só mandava jejuar no Dia da Expiação; jejuar duas vezes por semana e pagar o dízimo de tudo ia muito além. Este fariseu não é um hipócrita que finge: faz mesmo o que diz.

Quem eram os publicanos?

História e estudos

Os publicanos cobravam impostos e portagens para o sistema romano e os seus governantes locais. Eram vistos como colaboradores que enriqueciam à custa dos outros, e postos ao lado dos pecadores públicos.

Rezar no Templo

História e estudos

Subia-se ao Templo para rezar, sobretudo às horas do sacrifício da manhã e da tarde. Rezar de pé era a postura normal.

Olhando mais de perto

Símbolos

Posto lá de longeLucas 18, 13

Interpretação

O fariseu fica onde pode ser visto; o publicano mantém-se à distância. E no entanto é quem fica longe que é trazido para perto.
Bater no peitoLucas 18, 13

História e estudos

Bater no peito era um gesto de dor. Os católicos ainda batem no peito na Missa, no Confesso a Deus, a oração de confissão do início.
JustificadoLucas 18, 14

Interpretação

Ser justificado é ser posto em boa relação com Deus. O publicano não o merece; recebe-o, porque o pede.

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Pergunta 1 de 5iniciante

Onde foram rezar os dois homens?

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